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    Teologia, Morte e Contemporaneidade: reflexões sobre os rituais fúnebres na pandemia de Covid-19

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    Fecha
    2022
    Autor
    Mendes, Everaldo dos Santos
    Peretti, Clélia
    Cardoso Ribeiro, Edilmar
    Metadatos
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    Resumen
    Neste artigo, refletimos sobre o fenômeno da vida-mortecomo ritual cotidiano em tempos de pandemia de coronavírus [COVID-19]. Partindo do método fenomenológico, delineamos uma pesquisa qualitativa de impostação historiobiográfica, que reuniu os escritos dasfilósofas fenomenólogas Edith Stein e Dulce Critelli e do coveiro filósofoSomar Cândido, do cemitério da Penha, situado na Zona Leste de SãoPaulo [Brasil]. Na pesquisa fenomenológica, coloca-se entre parêntesesos “fenômenos” para buscar o sentido das coisas mesmas, as suas “manifestações”. Precisamente, interessa-nos as últimas e objetivas essencialidades. Nos primórdios da cultura ocidental, a morte era encarada não comouma dissolução do ser, mas como uma simples transformação da vida.Nas mais velhas crenças dos itálicos e gregos, identificamos que a almado ser finado não migrava para um mundo diferente deste, para viver asegunda existência; permanecia bem próxima dos seus entes queridos eprosseguia vivendo sobre a terra. No mundo ocidental, essa crença era tãoforte, que mesmo quando foi estabelecido o costume de cremação de cadáveres, persistiu a crença em que os mortos viviam sob a terra. Por muito tempo, acreditou-se que na segunda vida a alma continuaria associadaao corpo. Nascida com ele, a morte não a separa dele. No túmulo, a almase encerrava com o corpo. Na psique ocidental, os ritos fúnebres revelamque quando se sepultava um corpo acreditava-se colocar no túmulo algovivo. Não bastava depositar o corpo na terra. Era mister seguir ritos tradicionais e proferir fórmulas. Na ausência do corpo de um ente querido,realizava-se uma certa cerimônia, com fins de produzir exatamente todosos ritos fúnebres, acreditando-se com isso encerrar a alma no cenotáfio.Nos casos de impiedade, punia-se os grandes culpados com um castigo considerado terrível: a privação da sepultura. Na narrativa de OsmairCândido, interessa-nos de que modo a filosofia alemã o ajuda a enfrentaros horrores da pandemia de COVID-19, como tirar o caixão de um filhodas mãos da mãe ou enterrar doze pessoas no mesmo dia, ignorados osritos fúnebres. Nas reflexões de Osmair Cândido, perpendicular à paredeque lhe surge, horizonta-se outra, amparando os inúmeros mortos porele empilhados. Por fim, o coveiro-filósofo confessa — expressando umprofundo pesar — sentar-se à margem de tudo, à beira do mundo, ondeaté Deus termina. No seio do mundo, a vida-morte é acompanhada: um acontecimento compartilhado. Edith Stein — opondo-se à morte comoponto final da existência humana na analítica do Dasein desenvolvida porMartin Heidegger em “Ser e Tempo” [1927] — reflete que a finitude doser humano reside na eternidade de Deus.
    URI
    https://dspace-oducal.infotegra.com/handle/oducal/6427
    Colecciones
    • Pontificia Universidad Católica de Chile - temporal [1253]

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