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dc.contributorPontificia Universidad Católica de Chile
dc.contributorInstituto Edith Theresa Hedwig Stein
dc.contributorUniversidade Católica do Rio Grande do Sul
dc.creatorMendes, Everaldo dos Santos
dc.creatorPeretti, Clélia
dc.creatorCardoso Ribeiro, Edilmar
dc.date.accessioned2025-01-16T20:40:00Z
dc.date.accessioned2026-07-10T02:14:49Z
dc.date.available2025-01-16T20:40:00Z
dc.date.available2026-07-10T02:14:49Z
dc.date.created2025-01-16T20:40:00Z
dc.date.issued2022
dc.identifier10.48021/978-65-252-4314-6-c10
dc.identifier9786525243146
dc.identifierhttps://doi.org/10.48021/978-65-252-4314-6-c10
dc.identifierhttps://repositorio.uc.cl/handle/11534/89688
dc.identifier.urihttps://dspace-oducal.infotegra.com/handle/oducal/5173
dc.description.abstractNeste artigo, refletimos sobre o fenômeno da vida-mortecomo ritual cotidiano em tempos de pandemia de coronavírus [COVID-19]. Partindo do método fenomenológico, delineamos uma pesquisa qualitativa de impostação historiobiográfica, que reuniu os escritos dasfilósofas fenomenólogas Edith Stein e Dulce Critelli e do coveiro filósofoSomar Cândido, do cemitério da Penha, situado na Zona Leste de SãoPaulo [Brasil]. Na pesquisa fenomenológica, coloca-se entre parêntesesos “fenômenos” para buscar o sentido das coisas mesmas, as suas “manifestações”. Precisamente, interessa-nos as últimas e objetivas essencialidades. Nos primórdios da cultura ocidental, a morte era encarada não comouma dissolução do ser, mas como uma simples transformação da vida.Nas mais velhas crenças dos itálicos e gregos, identificamos que a almado ser finado não migrava para um mundo diferente deste, para viver asegunda existência; permanecia bem próxima dos seus entes queridos eprosseguia vivendo sobre a terra. No mundo ocidental, essa crença era tãoforte, que mesmo quando foi estabelecido o costume de cremação de cadáveres, persistiu a crença em que os mortos viviam sob a terra. Por muito tempo, acreditou-se que na segunda vida a alma continuaria associadaao corpo. Nascida com ele, a morte não a separa dele. No túmulo, a almase encerrava com o corpo. Na psique ocidental, os ritos fúnebres revelamque quando se sepultava um corpo acreditava-se colocar no túmulo algovivo. Não bastava depositar o corpo na terra. Era mister seguir ritos tradicionais e proferir fórmulas. Na ausência do corpo de um ente querido,realizava-se uma certa cerimônia, com fins de produzir exatamente todosos ritos fúnebres, acreditando-se com isso encerrar a alma no cenotáfio.Nos casos de impiedade, punia-se os grandes culpados com um castigo considerado terrível: a privação da sepultura. Na narrativa de OsmairCândido, interessa-nos de que modo a filosofia alemã o ajuda a enfrentaros horrores da pandemia de COVID-19, como tirar o caixão de um filhodas mãos da mãe ou enterrar doze pessoas no mesmo dia, ignorados osritos fúnebres. Nas reflexões de Osmair Cândido, perpendicular à paredeque lhe surge, horizonta-se outra, amparando os inúmeros mortos porele empilhados. Por fim, o coveiro-filósofo confessa — expressando umprofundo pesar — sentar-se à margem de tudo, à beira do mundo, ondeaté Deus termina. No seio do mundo, a vida-morte é acompanhada: um acontecimento compartilhado. Edith Stein — opondo-se à morte comoponto final da existência humana na analítica do Dasein desenvolvida porMartin Heidegger em “Ser e Tempo” [1927] — reflete que a finitude doser humano reside na eternidade de Deus.
dc.languagept
dc.publisherDialética
dc.relationTeologias e Ciências das Religiões – experiências, saberes e diversidade, 2022.
dc.rightsacceso restringido
dc.rightsrestricted access
dc.subjectPandemia
dc.subjectVida-morte
dc.subjectOsmair Cândido
dc.subjectRitos fúnebres
dc.subjectSer finito e ser eterno
dc.titleTeologia, Morte e Contemporaneidade: reflexões sobre os rituais fúnebres na pandemia de Covid-19
dc.typecapítulo de libro


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